terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Mamãe! Sou cult-bacaninha.

Olha, essa eu conheço, não é aquela do... do... Ah Picasso, Guernica, isso mesmo, em estilo cubista, tá vendo não aí?! cheio de trângulos, lo.. losângulos, bolas, dados( digo quadrados).
Eita que tá é boa a modinha dos pseudo-cults heim, ah sem julgar ninguém, porque "cult" ou intelectual eu não sou, apenas tenho bom senso. Bom senso de que? ah de saber que um besteirol americano as vezes cai bem.
Cheguei a pensar várias vezes que eu tava ficando louco, que eu iria ser esmagado por muitos colegas meus por dizer isso, mas ai você olha pro lado e diz "se liberta, vá procurar o que fazer", e solta o verbo mesmo, Almodovar é bom, bom não é "óutimo", mas também não é só filme de arte que faz parte do vocabulário do imaginário do intelecto, além do mais quem o é (intelectual) não se intitula, é Intitulado!
Ah, quer saber de uma coisa, quem quiser que viva no seu mundinho de falsas sabedorias, quero ver se é mais esperto que uma mãe que trabalha 12h por dia, saí de casa e deixa o almoço pronto, e o lanche da tarde, os meninos banhados e quando volta ainda faz a janta, lava roupa e limpa a casa, ainda assite a novela das 8 heim! Isso sim é a sabedoria popular, vive o dia-a-dia de cada esquina, de cada pulso, ainda tem o intelecto de com um salário minímo comprar comida, pagar as contas de casa, comprar remédio e pagar o transporte para ir trabalhar todo santo dia!
Cada um que viva na sua bolha, que nem Jimmy, aquele do filme que vivia dentro de uma bolha, e achava que sabia de tudo até descobriri que o mundo era muito maior que um simples quarteirão, pois é assim as pessoas deveriam ser, mais sensíveis ao que acontece ao seu redor, como um simples ato de humildade pode ser muito maior que um ato de discutir se aquele filme discute ou não a realidade, para você saber se discute ou não a realidade, você tem que vivencia-lá, coisa que muitos críticos, que passam 10h por dia em frente ao seu telão particular de cinema, com se caviar e champagne, deitado num sofá que mais parece uma cama de plumas, acha que faz: CRITICAR A VERACIDADE DE UM FILME.
Certa vez estava eu assitisndo um fime, que passa em vários bloquinhos, ou seja : croniquinhas, e um deles me fez pensar :até que ponto a gente deixa a realidade pra ser vista através das telas?
A (His)estóre(i)a de uma mulher que sai apressada com seu filho de alguns meses no colo, pega um metrô, deixa a criança num berçário público, hora que ela vai saindo o "beibeeee" começa a chorar e ela se coloca a cantar " olha os pés, olha as mãos.... (blá blá blá) , e sai correndo pega mais uns dois transportes chega no trabalho e a patroa pede para ela ficar além do horário, quando a madame sai um choro do quarto, ela era babá, e começa a cantar a mesma canção para o filho da patroa que cantava para seu bêbe a pouco tempo atrás.
Isto é: Quem vê as realidades do seu sofá, não sabe nem se é ou não real!

Não deixa o SAMBA morrer, não deixa o SAMBA acabar...


A gente é feito de Samba, de samba pra gente se olhar, se amar, se divertir, se encantar.... uma breve adaptação .
O que me importa hoje é comemorar o Dia nacional do Samba. Isso mesmo hoje é o dia de uma das melhores invenções em termo de estilo musical existente em todo o mundo, não falo do pagode, falo do SAMBA, aquele de mesa, aquele de raíz;
Mas a verdade é que apesar dos pesares, de verem o samba apenas como um rechaço do carnaval, que mercantiliza o coropo do ser, que mostra uma forma de sociedade "esculpida" por alguém, o que sabemos nao ser possível no hoje, o samba é a raíz da alma do ingênuo malandro cantador, de um Brasil Moleque que ainda podemos resgatar com nosso sentimento de fazer mais e melhor, com o nosso desejo de fazermos mais. Inspirado nesse Samba de roda, maracatú florescente, de grandes cantores e compositores de nossa MPB, como Beth Carvalho, Adoniram Barbosa, Joãozinho 30, Cartola, Pixinguinha, João Bosco, Alcione, Paulinho da Viola.... enfim , me desculpe se eu esqueci algém, ou seja me desculpem , porque com certeza eu esqueci milhares de pessoas.
Vamos reviver, comemorar e tudo mais que pudermos fazer para o Samba não morrer, porque se o Morro foi feito de Samba, nós também vamos dançar morro abaixo!